PC diz que não tem dúvidas quanto a participação de 'Léo Bracinho' no crime
Cerca de 40 policiais da
Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil
deflagraram uma operação nas primeiras horas da manhã de hoje (30), nas
proximidades do Eustáquio Gomes, no conjunto Santa Maria, parte alta de
Maceió, e que terminou com a prisão de três pessoas. Entre os acusados,
a polícia acredita ter detido o autor do assassinato do agente
penitenciário Gilmar Santos, morto em 18 de setembro último.
A operação foi comandada
pelo delegado Paulo Cerqueira, do Deic como apoio do delegado Guilherme
Cillero, do 10° Distrito Policial (DP) da capital. Dos cinco mandados
de prisão, três foram cumpridos. Outros sete de busca e apreensão
também foram expedidos por juízes da 17ª vara criminal.
Além da suposta participação
no assassinato de Gilmar, os detidos também são acusados de tráfico de
entorpecentes. Foram detidos José Leandro Monteiro da Silva, de 27
anos, conhecido como Léo Bracinho (o possível autor material do
assassinato do agente penitenciário) e o menor G. S. que trabalhava em
uma loja de construção pertencente a vítima, porém será liberado por
falta de provas.
Uma terceira pessoa,
Aristides Péricles, de 24 anos, também foi preso por tráfico a
associação ao tráfico, porém, segundo a polícia, não tem ligação com o
assassinado de Gilmar.
O presidente do Sindicado
dos Agentes Penitenciários, Jarbas de Sousa acredita que a profissão de
Gilmar pode ter sido a causa do assassinato. "O vacilo dele foi
aparecer fardado e com a viatura na casa dele. Isso pode ter inibido os
traficantes da área que resolveram matá-lo. Até por que quem o conhecia
sabe que ele era uma pessoa tranquila. Além disso, ele nem trabalhava
diretamente com os detentos, ela trabalhava como motorista das viaturas
fazendo apenas a remoção dos presos," relatou Jarbas.
Uma pequena quantidade de
maconha também foi apreendida com os acusados que prestaram na manha
desta sexta-feira (30) depoimento no Deic na sede da Divisão. Os
acusados estão sendo levados para o Instituto Médico Legal (IML) para
exame de corpo de delito e em seguida serão encaminhados para a sede da
Deic.
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